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Desembargadora condenada por caluniar Marielle Franco é eleita para o Órgão Especial do TJRJ

Além de atacar a vereadora morta, Marília Castro Neves também ofendeu uma professora e disse que um deputado federal merecia ser fuzilado.
A desembargadora Marília Castro Neves, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), foi eleita nesta segunda-feira (30) para assumir uma cadeira no Órgão Especial da Corte.

Em 2018, a magistrada ficou conhecida por publicar calúnias sobre a vereadora Marielle Franco – assassinada naquele ano –, além de ofender uma professora e pedir o fuzilamento de um deputado.

A eleição de Marília Castro Neves para o Órgão Especial foi antecipada pelo colunista Lauro Jardim, de O Globo, e confirmada ao G1 pela assessoria do Tribunal de Justiça.

O órgão para o qual a magistrada foi eleita é composto por 25 desembargadores que, entre as atribuições, é responsável por julgar autoridades com foro privilegiado.

Em outubro deste ano, a desembargadora foi condenada a indenizar a família de Marielle após dizer em rede social que Marielle havia sido eleita pelo tráfico de drogas e que era “engajada com bandidos”.

O desembargador Henrique Carlos de Andrade Figueira foi eleito, nesta segunda-feira (30), como novo presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ).

Ele foi escolhido para assumir a presidência do tribunal depois de receber 95 votos, o equivalente a 53,67% do total.

Em segundo lugar, ficou o desembargador Bernardo Moreira Garcez Neto, com 78 votos (44,07%).

Ele é o atual corregedor de Justiça e se encontrou recentemente com o presidente Jair Bolsonaro em Brasília. O corregedor faz parte do Órgão Especial do TJ, que vai decidir se aceita ou não a denúncia contra o senador Flávio Bolsonaro, no casa das rachadinhas.

Na eleição houve, ainda, quatro votos em branco ou nulos (2,26%).

Ofensas e pedido de fuzilamento
Depois de caluniar Marielle, outras publicações da desembargadora surgiram. Em um grupo fechado numa rede social, a juíza disse ter ouvido a notícia de que o Brasil era o primeiro país a ter uma professora com Síndrome de Down.

Sobre a notícia, Marília Castro Neves escreveu o seguinte: “Aí, me perguntei: o que será que essa professora ensina a quem? Esperem um momento que eu fui ali me matar e já volto, tá?”.

Na época, a professora da educação infantil de Natal, no Rio Grande do Norte, Débora Seabra, soube por uma colega da postagem feita pela desembargadora e escreveu uma carta à juíza. Nela, a professora explicou como era o trabalho que realizava com uma turma de 19 crianças.
Em 2015, a magistrada fez outro ataque nas redes sociais. Marília Castro Neves escreveu: “Eu, particularmente, sou a favor de um ‘paredão’ profilático para determinados entes. O Jean Wyllys, por exemplo, embora não valha a bala que o mate”.

Ao Jornal Nacional, o até então deputado federal Jean Wyllys (PSOL) declarou que iria apresentar queixa-crime contra desembargadora por incitação ao crime de homicídio.

Fonte: g1.globo.com

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