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Jornalistas e operadores do Direito debatem o racismo estrutural na Emerj

O webinário “II Roda de Conversa Diálogo com a Imprensa” reúne magistrados, outros operadores do Direito e jornalistas para debaterem o tema “Racismo Estrutural nas Perspectivas da Imprensa e do Poder Judiciário”. O encontro, promovido pela Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro (Emerj), será transmitido pelas plataformas Zoom e YouTube a partir das 10h da próxima terça-feira (1º/6).

O evento será coordenado pela diretora-geral da Emerj, desembargadora Cristina Tereza Gaulia, e pela juíza Simone Dalila Nacif Lopes.

O evento contará com a presença de jornalistas e profissionais do Direito. Participarão o promotor de Justiça do Ministério Público da Bahia Jader Santos Alves, mestre em Segurança Pública, Justiça e Cidadania pela Universidade Federal da Bahia (UFBA); o advogado Djeff Amadeus, coordenador do Instituto de Defesa do Povo Negro (IDPN) e membro do Movimento Negro Unificado (MNU); e os jornalistas Juliana Cezar Nunes, coordenadora-geral do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJPDF); e Laurindo Lalo Leal Filho, membro do conselho deliberativo da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e diretor do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé.

Racismo estrutural

O racismo estrutural pode ser definido como o racismo que acontece dentro das instituições brasileiras e se perpetua a partir de práticas de coerção e hierarquização, o que aumenta as desigualdades. São atitudes implícitas que fazem com que os negros permaneçam em lugares de subalternidade, para que outro grupo se mantenha no poder. Essas ações vão normalizando situações que são violações de direitos da população negra.

O portal de notícias Geledés, uma organização não governamental de mulheres negras que têm por missão institucional a luta contra o racismo, destaca: “A sociedade brasileira engendrou um racismo sofisticado, velado em suas relações sociais, que se sustenta a partir da violência e da desagregação das identidades negras desde seus primórdios”.

Desigualdade

O aumento da desigualdade social com a pandemia é evidente. A diferença, por exemplo, entre as taxas de desocupação da população que declara ter a pele preta e aquelas que dizem ter a pele branca atingiu, no segundo trimestre, o maior nível da série da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) , iniciada em 2012. No segundo trimestre de 2020, a taxa de desemprego ficou em 13,3%, com a seguinte diferença: pretos (17,8%), pardos (15,4%) e brancos (10,4%). E os dados mais recentes divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que o desemprego no Brasil atingiu a taxa recorde de 14,7% no 1º trimestre de 2021, em meio aos desafios impostos pela piora da pandemia no país.

Os webinários da Emerj são gratuitos e concedem horas de estágio pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/RJ) para estudantes de Direito que participarem do evento.

Fonte: www.tjrj.jus.br

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