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Lewandowski minora pena de condenado por tráfico de drogas

O ministro considerou que não ficou comprovada a ligação do paciente com o crime organizado.
Em decisão monocrática, o ministro do STF Ricardo Lewandowski negou seguimento a ordem de HC impetrada após o trânsito em julgado da condenação, mas concedeu a ordem de ofício para aplicar a atenuante prevista no parágrafo 4º, do artigo 33 da lei 11.343/06. S. Exa. considerou que não ficou comprovada a ligação do paciente com o crime organizado.

O caso

O réu foi preso em flagrante e posteriormente denunciado pela prática do delito de tráfico de drogas em ação penal que tramitou perante a comarca de Ribeirão Preto/SP, por ter em depósito a quantia aproximada de 3,7 quilos de maconha.

Em primeira instância, o acusado foi condenado à pena de 7 anos e 6 meses de reclusão em regime fechado, sendo o édito condenatório chancelado TJ/SP no bojo de recurso de apelação interposto pela defesa.

Com o advento do trânsito em julgado da condenação, impetrou-se ordem de HC perante o STJ, a qual não foi conhecida, ensejando a impetração de novo writ ao STF.

Distribuído o remédio heroico ao ministro Lewandowski, este entendeu:

“A quantidade de entorpecente foi isoladamente utilizada como elemento para presumir a ligação do paciente com o crime organizado e, assim, negar-lhe o direito à minorante”, bem como, que “não ficou comprovado o seu real envolvimento com o crime organizado, não podendo a quantidade de droga apreendida, embora não pequena, impedir a aplicação da causa especial de redução de pena prevista no art. 33, § 4°”.

Arrematando, ainda, que, a seu ver, “as instâncias ordinárias não apresentaram fundamentação idônea, apta a justificar o afastamento da aplicação da causa especial de diminuição de pena prevista no art. 33, § 4°, da Lei 11.343/2006″ […] concedo a ordem, tão somente para determinar ao juízo competente que aplique, no novo cálculo da pena, a referida causa especial de diminuição, na fração de 2/3”.

Com a determinação de aplicação da minorante em sua fração máxima – dois terços da reprimenda -, a pena do réu foi reduzida de 7 anos e meio para 2 anos e 6 meses. E, considerando que o réu respondeu ao processo preso, este foi posto em liberdade imediatamente após a comunicação da decisão ao juízo da Execução Penal, por já ter cumprido integralmente a sanção imposta.

Impetraram o habeas corpus os advogados Maria Cláudia de Seixas, Naiara de Seixas Carneiro e José Francisco Porto Bobadilla, do escritório Cláudia Seixas Sociedade de Advogados.

Processo: HC 201.480

Fonte: www.migalhas.com.br

Além disso, pleiteou que o ex-ministro seja assistido por um advogado e que não possa sofrer ameaça de prisão e constrangimentos físicos e morais.
A AGU – Advocacia-Geral da União impetrou nesta quinta-feira, 13, no STF, um habeas corpus preventivo para o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, que deve prestar depoimento na CPI – Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid na próxima quarta-feira, 19.

Na petição, a AGU sustenta que Pazuello, deve ter garantido direito ao silêncio durante o depoimento e também o de responder somente a perguntas que digam respeito a fatos objetivos. Além disso, requer que o ex-ministro seja assistido por um advogado e que não possa sofrer ameaça de prisão e constrangimentos físicos e morais.

No pedido, a entidade diz que, desde a notícia de que o paciente prestaria esclarecimentos, tem sido divulgada pela imprensa uma série de declarações de alguns membros da CPI que, caso confirmadas por ocasião de seu depoimento, configurariam verdadeiro constrangimento ilegal de Pazuello, inclusive antecipando inadequado juízo de valor sobre a culpabilidade.

“À vista de matérias que veiculam posições comprobatórias do fundado receio de abuso e constrangimento por ocasião da tomada de depoimento, não restou alternativa senão a presente impetração.”

Segundo a advocacia da União, a concessão do habeas corpus é necessária para evitar a repetição de constrangimentos ocorridos em outros depoimentos tomados na CPI.

“Portanto, a garantia constitucional ao silêncio se coloca como necessária justamente para impedir a aniquilação do direito de defesa nos processos e expedientes acima mencionados, bem como que não haja qualquer possibilidade de constrangimento físico ou moral por parte do impetrante/paciente no exercício de seus direitos.”

Disse, ainda, que há indicativo de haver constrangimento ao paciente, por parte de algum membro da CPI, no sentido de buscar uma confissão de culpa que seria impropria e inadequada no Estado Democrático de Direito.

“Portanto, considerando o justo receio de constrangimentos a serem impingidos ao impetrante/paciente, embora tenha sido notificado para prestar depoimento como testemunha, deve ser a ele garantida a prerrogativa constitucional de não produzir prova contra si mesmo.”

O pedido foi distribuído ao ministro Ricardo Lewandowski.

Processo: HC 201.912
Leia o documento na íntegra.

Resposta ao HC

O relator da CPI da Covid, senador Renan Calheiros, enviou ofício ao STF em razão do HC impetrado por Pazuello. Considerou que, embora o ex-ministro esteja receoso de que, respondendo as indagações feitas pelos membros da comissão possa se autoincriminar, é preciso observar que as apurações em andamento vão muito além de sua atuação pessoal.

“Como já assinalado, há muitas outras pessoas envolvidas. Pensar diferente seria concluir que o ex-ministro seria coautor de todos os ilícitos eventualmente praticados, e que por certo não ocorreu. De mais a mais, repisamos que todos os direitos do impetrante/paciente, inclusive o de não se autoincriminar, serão devidamente observados.”

De acordo com o senador, ao demandar auxílio do Judiciário para não responder a algumas ou todas as perguntas da CPI, à sua escolha, Pazuello poderia estar objetivando proteger possíveis infratores, cujos nomes poderiam surgir em seu depoimento.

Para o relator, isso não faz parte do seu direito de não autoincriminação, mas, ao contrário, insere-se na sua obrigação de, como cidadão, prestar um testemunho verdadeiro. Observou que o ex-ministro dá demonstrações de que tem intenção de dificultar, desde o nascedouro, os trabalhos da comissão.

Finalizou dizendo que “negar-se a responder à CPI equivale a esconder do povo brasileiro informações cruciais para compreender o momento histórico, responsabilizar quem tenha cometido irregularidades e evitar que se repitam os erros que levaram à morte de quase meio milhão de brasileiros inocentes”.

Fonte: www.migalhas.com.br

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